No poupar é que está o ganho. Neste artigo, mostramos-lhe como manter o jardim bonito e poupar dinheiro, tempo e recursos naturais, promovendo a sustentabilidade.
Porque cuidar do meio ambiente é, também, cuidar de si.
Quem anda à chuva, poupa-se
Recolher água da chuva é aproveitar um recurso gratuito de excelente qualidade. Através de depósitos ligados às caleiras ou instalados no jardim (à superfície ou enterrados), pode captar milhares de litros, mesmo em zonas com menor pluviosidade, e garantir o regadio durante semanas ou meses. Esta água, sem o cloro e outros químicos da água potável, é ótima para:
- rega de jardins, hortas e vasos;
- lavagem de ferramentas;
- limpeza de pavimentos exteriores.
Dica: Os depósitos devem permanecer tapados, para evitar proliferação de mosquitos e acumulação de detritos, podendo instalar-se filtros nas saídas.
Não vale a pena chover no molhado
Poupar água no jardim passa por saber armazená-la, mas também usá-la. Aqui, menos é claramente mais, visto que um dos maiores desperdícios em jardinagem resulta das regas excessivas e superficiais.
Num jardim sustentável, as boas práticas de rega são:
- regas profundas;
- ao início da manhã ou fim da tarde;
- utilização de sistemas de rega gota-a-gota;
- adaptação da quantidade de água ao tipo de solo e às necessidades das plantas.
A rega gota-a-gota permite aplicar água diretamente nas raízes, reduzindo perdas por evaporação/escorrimento e prevenindo o aparecimento de pragas e o apodrecimento das raízes por alagamento.

Um jardim muito compostinho
Na compostagem, nada se perde, tudo se transforma: os restos transformam-se em fertilizante. É uma das práticas mais completas em termos de sustentabilidade, porque reduz resíduos domésticos e produz um fertilizante natural de elevada qualidade.
Com um compostor adequado à sua produção de resíduos orgânicos, poderá aproveitar:
- cascas de fruta e legumes;
- borras de café;
- saquetas de chá (sem plástico);
- folhas secas;
- relva cortada;
- pequenos ramos triturados;
- cartão sem tinta.
Evitando:
- carne;
- peixe;
- gorduras;
- laticínios;
- fezes de animais domésticos.
O composto melhora a estrutura do solo, a retenção de água e a disponibilidade de nutrientes, promovendo a biodiversidade e possibilitando a poupança em água, fertilizantes e inseticidas.
Plantas cá da terra
Escolher plantas adaptadas ao clima mediterrânico só traz vantagens:
reduz a rega, a manutenção e os tratamentos necessários, aumenta a resistência às secas e atrai insetos polinizadores.
Exemplos:
- alfazema;
- alecrim;
- tomilho;
- rosmaninho;
- salva;
- santolina;
- murta;
- medronheiro.
A sustentabilidade é um con-solo
Um solo saudável precisa de matéria orgânica constante. Quanto mais rico for em matéria orgânica, melhor será a retenção de água.
Práticas recomendadas:
- incorporar composto;
- evitar mobilizações excessivas;
- manter cobertura vegetal sempre que possível;
- utilizar mulching (casca de pinheiro, palha, folhas secas).
O mulching conserva humidade, reduz infestantes, estabiliza a temperatura do solo e diminui erosão.
Afinal, isto é o da Joana
Nem todos os insetos são inimigos. Acolha-os num confortável hotel para insetos, com pensão completa, e eles serão jardineiros de luxo. As joaninhas e as crisopas são devoradoras de pragas, as abelhas e as borboletas são fundamentais na polinização e as minhocas melhoram o solo.
Favoreça a biodiversidade: plante flores variadas e plantas aromáticas, evite fazer tratamentos fitossanitários desnecessários e mantenha alguma diversidade vegetal.
Com as dicas e os produtos Agriloja, a sua jardinagem irá de vento em poupa!






