Temos novidades «quentes e boas»!
Plantar um castanheiro tem os seus truques, mas com as dicas e as ferramentas certas, tudo se consegue. Neste artigo, damos-lhe tudo o que precisa, exceto as castanhas assadas.
Espaço: onde
cabe um português, cabem logo dois ou três
O castanheiro-europeu é uma árvore de grande porte, pode ultrapassar os 12 metros de altura e desenvolver uma copa bastante larga. Antes da plantação, importa considerar:
- O espaço disponível para o desenvolvimento da copa e das raízes;
- A distância em relação a construções, pavimentos e outras árvores;
- A exposição e as condições climatéricas da região;
- A possibilidade de plantar mais de uma variedade, para favorecer a polinização.
Tempo: pelo
São Martinho, planta-se com jeitinho
O outono e o inverno são períodos habituais para a plantação de árvores de folha caduca. Novembro pode, assim, ser uma boa altura para preparar o terreno e plantar, evitando dias de geada forte ou solo saturado de água.
Quando, onde, como? No jornal estão as castanhas, a resposta está aqui
- Escolher o local tendo em conta o porte adulto da árvore e a exposição;
- Preparar o terreno e remover vegetação concorrente;
- Abrir uma cova que acomode as raízes sem as dobrar ou comprimir;
- Posicionar a árvore com as raízes bem distribuídas e o colo da planta à altura adequada, sem o enterrar em excesso. Se necessário, instalar um tutor para maior estabilidade;
- Acomodar a terra em redor das raízes e regar para ajudar a assentar o solo;
- Proteger a planta com vedação, para evitar danos causados por máquinas ou animais.
Solo: uma
árvore profundamente enraizada em Portugal
Solos profundos, férteis, ligeiramente ácidos (pH de referência entre 5,5 e 6,5) e bem drenados são o habitat perfeito: terrenos encharcados podem comprometer o desenvolvimento radicular. Convém avaliar previamente a profundidade e a drenagem do solo, evitando zonas de acumulação de água.
Luz e água:
não é ao sol que se assam castanhas
A exposição solar deve ser moderada, bem como a quantidade de água.
A rega merece especial atenção nos primeiros 5 anos, enquanto a árvore desenvolve o seu sistema radicular. Idealmente, procure:
- Regar de forma profunda quando necessário, em vez de molhar superficialmente a terra com muita frequência;
- Verificar a humidade do solo antes de regar;
- Vigiar nos períodos quentes e secos;
- Evitar a secura prolongada e o encharcamento.
Fertilização
e manutenção: em minguante de janeiro, corta o teu castanheiro
Análises ao solo ajudam a perceber se são necessários adubos ou corretivos e a evitar aplicações excessivas ou insuficientes. A análise foliar também favorece uma gestão mais rigorosa da fertilização.
Eis os cuidados para as quatro estações:
- Na primavera e no verão, acompanhar a humidade do solo, a evolução da folhagem e o crescimento;
- No outono, observar a árvore após a época de produção e preparar o terreno para o período seguinte;
- No inverno, aproveitar o repouso vegetativo para avaliar a estrutura e planear eventuais podas.
Nos primeiros anos, a poda deve ser moderada e orientada para corrigir ramos mal posicionados ou danificados, em vez de alterar drasticamente a copa.
Quer andar «à
castanhada»? Tem de saber esperar
O castanheiro não é uma árvore de produção imediata.
Pode começar a produzir por volta dos oito a dez anos, embora a produção regular possa tardar mais. O prazo depende, entre outros fatores, da variedade, do material vegetal, das condições de cultivo e da polinização.
Uma árvore pode crescer de forma saudável sem produzir logo castanhas em quantidade. Isso não significa necessariamente que exista um problema: a idade e as condições de frutificação também contam.
Polinização:
leve 2 pelo preço de 1
Deixámos o essencial para o fim. O castanheiro possui flores masculinas e femininas, mas uma árvore não garante a produção. A compatibilidade genética entre variedades e a coincidência dos períodos de floração são importantes para assegurar a polinização eficaz, feita pelo vento e por insetos (sobretudo abelhas).
- Confirmar se a planta escolhida precisa de outra variedade polinizadora;
- Assegurar a compatibilidade e a sobreposição dos períodos de floração;
- Garantir espaço suficiente para duas ou mais árvores;
- Não assumir que quaisquer dois castanheiros serão necessariamente bons parceiros de polinização.
Diz o povo que «mais vale castanheiro que saco de dinheiro». Quando vier à Agriloja, traga o saco vazio… nós temos o resto!






