Água é vida; isso é certo. Mas ter um jardim que lhe dá água pela barba não é vida para ninguém: nem para o jardineiro, nem para as plantas. Neste artigo, ajudamo-lo a identificar os sinais de encharcamento e as soluções de drenagem e manutenção, para não meter mais água do que o necessário.
Tudo se resume a 4 passos essenciais: Observação, Moderação, Prevenção e Drenagem.
Olhos de Água, não deixam de sentir
Olhos de Água, não podem desistir
de procurar…
Há muitos anos que o Toy nos aconselha bem.
Na monitorização da rega, não é preciso ter olho de águia para ver que o solo está encharcado. Às vezes, basta erguer os olhos ao céu e ver se chove, dar um olhinho às folhas ou deitar os dedos à terra e sentir a humidade.
Se está húmido, não regue. Se as folhas estão amarelas ou murchas, não regue. Se choveu, não regue. Se identificar sinais de apodrecimento das raízes, como coloração escura, bolor e mau odor, passe rapidamente à ação. É recomendável que o solo, como nós, beba com moderação.
A lendária Drena d’Água
Não é Demagogia, é física. Os vasos com furo evitam que a água se acumule. Para melhorar a drenagem dos vasos e canteiros, pode adicionar material drenante no fundo, como argila expandida, brita, cascalho ou mesmo cacos de telha/tijolo. Os pratos não devem ficar com água acumulada e, em períodos de chuva intensa, é recomendável abrigar os vasos sob um telheiro ou numa estufa.
Melhorar a permeabilidade do solo, quando este seja argiloso ou esteja muito compactado, consegue-se através da aeração, com recurso a estes materiais ou, como complemento, a tubos corrugados, envoltos em mantas geotêxteis. As plantas precisam tanto de oxigénio como de água para se desenvolverem.
Outra estratégia eficaz é a elevação dos canteiros e a plantação de sebes, visto que estas ajudam a fixar e a drenar o solo, além de funcionarem como corta-ventos para as plantas mais sensíveis.
Sou como um rio, que vive só para ti…
Quando a água é muita e tende a escorrer e acumular-se, poderá ser necessária uma intervenção mais estrutural para alterar o declive do terreno e desviar a água, através de caleiras, borduras ou cercas de jardim, por exemplo.
Amor de água fresca
Se não quer que as pragas se riam e lhe deem a volta à cabeça, é importante evitar ter água estagnada e suja perto da horta e do jardim, em poças, baldes ou depósitos, seja qual for a estação do ano.
Peste… & Siga
O excesso de água, falta de oxigénio e apodrecimento das raízes só dão palco às pragas e doenças. Para que elas não se passeiem alegremente pelo jardim como se estivessem ao Sol da Caparica, é preciso aplicar medidas preventivas:
- Ventilação: manter as plantas em local ventilado para evitar excesso de humidade, que favorece a proliferação de fungos e doenças;
- Podas: leves e regulares, para remover folhas doentes ou danificadas, que podem apodrecer e contaminar outras plantas;
(Subs)trator
Usando ferramentas adequadas para remexer a terra sem danificar as raízes, a aplicação de substratos, de preferência drenantes, deve considerar o tipo de plantas, sejam de vaso ou canteiro.
Quanto ao adubo, é preferível aguardar até que o solo esteja mais seco, o que trará melhores resultados e menor desperdício, tal como o composto. Em caso de dúvida, um medidor de pH e um higrómetro permitem-lhe saber com precisão quais as necessidades químicas e hídricas do solo.
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